© Cajá ・ Senior Product Designer ・ 2026

PT

EN

Aplicando IA para reduzir um processo operacional de 36 para 1 hora de trabalho

Bemobi Wave

,

Telecom

,

Utilities

2026

Visão geral

Wave é uma plataforma que ajuda empresas de telecom e utilities a vender e gerenciar planos de celular e internet.

Nesse projeto, desenhei uma orquestração de agentes com IA que automatiza o handoff entre o design system de cada cliente e a biblioteca interna de blocos da Wave, reduzindo um processo de 36 horas semanais para cerca de 1 hora.

Resultados

De 36 horas semanais para ~1 hora de trabalho, com revisão humana preservada

50% de redução no trabalho de implementação dos desenvolvedores

Gaps entre bibliotecas mapeados automaticamente, alimentando a evolução dos blocos

O problema

A Wave desenvolve produtos digitais para clientes de telecom, cada um com seu próprio design system, enquanto a implementação acontece sobre sua biblioteca interna de blocos. Todo handoff exige uma tradução: no design system do cliente, um componente é uma unidade completa; na biblioteca interna, ele se decompõe em blocos menores com propriedades próprias.

Essa tradução era feita manualmente: identificar os blocos de cada componente, mapear propriedades, documentar no Figma e repassar aos desenvolvedores para geração dos JSONs. Um trabalho repetitivo que consumia cerca de 36 horas da minha semana.

Desenhei uma orquestração de agentes com o Claude que executa essa tradução de ponta a ponta, da leitura da biblioteca à documentação final no Figma, por meio de um plugin que também construí. O processo passou a levar 1 hora, com revisão humana como etapa permanente.

Aprendizados

Automatizar não era a palavra certa

Meu primeiro instinto foi pedir ajuda aos desenvolvedores para escrever um script que fizesse a correspondência entre componentes e blocks. Parecia o caminho mais óbvio para diminuir um trabalho repetitivo.

O problema é que os dois sistemas funcionam com lógicas diferentes. No design system do cliente, um componente é uma unidade completa. Na biblioteca, ele pode se quebrar em vários blocks ou não ter equivalente. Não existe correspondência direta para um script seguir.

Foi essa constatação que me levou à orquestração de agentes com o Claude. O problema pedia interpretação de contexto, não execução de regras encadeadas.

Como um componente é 'quebrado' em blocks.

Um tradutor que entende gramática, não um dicionário

A lógica central: o agente lê a biblioteca inteira de blocks, com propriedades, variantes e regras, depois lê o componente do cliente. Em vez de buscar correspondência um para um, ele desmonta o componente até a menor unidade e o reconstrói usando o vocabulário dos blocks.

O trabalho se divide entre três agentes: Margaret inspeciona o arquivo, gera o JSON e propõe blocks novos quando necessário; Grace revisa a implementação e valida os padrões da biblioteca; Clarice documenta os blocks no Figma e confere as propriedades contra o arquivo.

Quando um block ou propriedade não existe, a agente sinaliza e documenta em uma planilha. Esse mapa de gaps virou parte do processo e alimenta a decisão de criar blocks novos ou repensar a abordagem.

Processo de orquestração dos agentes.

A revisão humana é parte do sistema

Os agentes erram. Não com frequência, mas erram especialmente em componentes muito customizados, onde a distância entre as duas linguagens é grande. O caso mais comum: quando o espaçamento de um autolayout está como "auto", o agente interpreta como zero e os blocks aparecem colados. Erro pequeno, regular o suficiente para estar no radar.

Por isso a revisão final continua sendo minha: reviso o output, ajusto o que não foi encontrado e concluo. O objetivo nunca foi eliminar o julgamento, foi eliminar o trabalho mecânico que consumia a semana.

A IA fez o trabalho pesado, mas o design do processo foi 100% humano. Pensar bem no problema antes de escolher a ferramenta foi o que viabilizou tudo.

Impacto

De 36h semanais para ~1h, com revisão humana preservada como etapa do processo.

50% de redução no trabalho de implementação, com JSONs gerados via plugin direto no Figma.

Gaps mapeados automaticamente e documentados, alimentando a evolução da biblioteca de blocos.

© Cajá ・ Senior Product Designer ・ 2026

Aplicando IA para reduzir um processo operacional de 36 para 1 hora de trabalho

Bemobi Wave

,

Telecom

,

Utilities

2026

Visão geral

Wave é uma plataforma que ajuda empresas de telecom e utilities a vender e gerenciar planos de celular e internet.

Nesse projeto, desenhei uma orquestração de agentes com IA que automatiza o handoff entre o design system de cada cliente e a biblioteca interna de blocos da Wave, reduzindo um processo de 36 horas semanais para cerca de 1 hora.

Resultados

De 36 horas semanais para ~1 hora de trabalho, com revisão humana preservada

50% de redução no trabalho de implementação dos desenvolvedores

Gaps entre bibliotecas mapeados automaticamente, alimentando a evolução dos blocos

O problema

A Wave desenvolve produtos digitais para clientes de telecom, cada um com seu próprio design system, enquanto a implementação acontece sobre sua biblioteca interna de blocos. Todo handoff exige uma tradução: no design system do cliente, um componente é uma unidade completa; na biblioteca interna, ele se decompõe em blocos menores com propriedades próprias.

Essa tradução era feita manualmente: identificar os blocos de cada componente, mapear propriedades, documentar no Figma e repassar aos desenvolvedores para geração dos JSONs. Um trabalho repetitivo que consumia cerca de 36 horas da minha semana.

Desenhei uma orquestração de agentes com o Claude que executa essa tradução de ponta a ponta, da leitura da biblioteca à documentação final no Figma, por meio de um plugin que também construí. O processo passou a levar 1 hora, com revisão humana como etapa permanente.

Aprendizados

Automatizar não era a palavra certa

Meu primeiro instinto foi pedir ajuda aos desenvolvedores para escrever um script que fizesse a correspondência entre componentes e blocks. Parecia o caminho mais óbvio para diminuir um trabalho repetitivo.

O problema é que os dois sistemas funcionam com lógicas diferentes. No design system do cliente, um componente é uma unidade completa. Na biblioteca, ele pode se quebrar em vários blocks ou não ter equivalente. Não existe correspondência direta para um script seguir.

Foi essa constatação que me levou à orquestração de agentes com o Claude. O problema pedia interpretação de contexto, não execução de regras encadeadas.

Como um componente é 'quebrado' em blocks.

Um tradutor que entende gramática, não um dicionário

A lógica central: o agente lê a biblioteca inteira de blocks, com propriedades, variantes e regras, depois lê o componente do cliente. Em vez de buscar correspondência um para um, ele desmonta o componente até a menor unidade e o reconstrói usando o vocabulário dos blocks.

O trabalho se divide entre três agentes: Margaret inspeciona o arquivo, gera o JSON e propõe blocks novos quando necessário; Grace revisa a implementação e valida os padrões da biblioteca; Clarice documenta os blocks no Figma e confere as propriedades contra o arquivo.

Quando um block ou propriedade não existe, a agente sinaliza e documenta em uma planilha. Esse mapa de gaps virou parte do processo e alimenta a decisão de criar blocks novos ou repensar a abordagem.

Processo de orquestração dos agentes.

A revisão humana é parte do sistema

Os agentes erram. Não com frequência, mas erram especialmente em componentes muito customizados, onde a distância entre as duas linguagens é grande. O caso mais comum: quando o espaçamento de um autolayout está como "auto", o agente interpreta como zero e os blocks aparecem colados. Erro pequeno, regular o suficiente para estar no radar.

Por isso a revisão final continua sendo minha: reviso o output, ajusto o que não foi encontrado e concluo. O objetivo nunca foi eliminar o julgamento, foi eliminar o trabalho mecânico que consumia a semana.

A IA fez o trabalho pesado, mas o design do processo foi 100% humano. Pensar bem no problema antes de escolher a ferramenta foi o que viabilizou tudo.

Impacto

De 36h semanais para ~1h, com revisão humana preservada como etapa do processo.

50% de redução no trabalho de implementação, com JSONs gerados via plugin direto no Figma.

Gaps mapeados automaticamente e documentados, alimentando a evolução da biblioteca de blocos.

© Cajá ・ Senior Product Designer ・ 2026

PT

EN

Aplicando IA para reduzir um processo operacional de 36 para 1 hora de trabalho

Bemobi Wave

,

Telecom

,

Utilities

2026

Visão geral

Wave é uma plataforma que ajuda empresas de telecom e utilities a vender e gerenciar planos de celular e internet.

Nesse projeto, desenhei uma orquestração de agentes com IA que automatiza o handoff entre o design system de cada cliente e a biblioteca interna de blocos da Wave, reduzindo um processo de 36 horas semanais para cerca de 1 hora.

Resultados

De 36 horas semanais para ~1 hora de trabalho, com revisão humana preservada

50% de redução no trabalho de implementação dos desenvolvedores

Gaps entre bibliotecas mapeados automaticamente, alimentando a evolução dos blocos

O problema

A Wave desenvolve produtos digitais para clientes de telecom, cada um com seu próprio design system, enquanto a implementação acontece sobre sua biblioteca interna de blocos. Todo handoff exige uma tradução: no design system do cliente, um componente é uma unidade completa; na biblioteca interna, ele se decompõe em blocos menores com propriedades próprias.

Essa tradução era feita manualmente: identificar os blocos de cada componente, mapear propriedades, documentar no Figma e repassar aos desenvolvedores para geração dos JSONs. Um trabalho repetitivo que consumia cerca de 36 horas da minha semana.

Desenhei uma orquestração de agentes com o Claude que executa essa tradução de ponta a ponta, da leitura da biblioteca à documentação final no Figma, por meio de um plugin que também construí. O processo passou a levar 1 hora, com revisão humana como etapa permanente.

Aprendizados

Automatizar não era a palavra certa

Meu primeiro instinto foi pedir ajuda aos desenvolvedores para escrever um script que fizesse a correspondência entre componentes e blocks. Parecia o caminho mais óbvio para diminuir um trabalho repetitivo.

O problema é que os dois sistemas funcionam com lógicas diferentes. No design system do cliente, um componente é uma unidade completa. Na biblioteca, ele pode se quebrar em vários blocks ou não ter equivalente. Não existe correspondência direta para um script seguir.

Foi essa constatação que me levou à orquestração de agentes com o Claude. O problema pedia interpretação de contexto, não execução de regras encadeadas.

Como um componente é 'quebrado' em blocks.

Um tradutor que entende gramática, não um dicionário

A lógica central: o agente lê a biblioteca inteira de blocks, com propriedades, variantes e regras, depois lê o componente do cliente. Em vez de buscar correspondência um para um, ele desmonta o componente até a menor unidade e o reconstrói usando o vocabulário dos blocks.

O trabalho se divide entre três agentes: Margaret inspeciona o arquivo, gera o JSON e propõe blocks novos quando necessário; Grace revisa a implementação e valida os padrões da biblioteca; Clarice documenta os blocks no Figma e confere as propriedades contra o arquivo.

Quando um block ou propriedade não existe, a agente sinaliza e documenta em uma planilha. Esse mapa de gaps virou parte do processo e alimenta a decisão de criar blocks novos ou repensar a abordagem.

Processo de orquestração dos agentes.

A revisão humana é parte do sistema

Os agentes erram. Não com frequência, mas erram especialmente em componentes muito customizados, onde a distância entre as duas linguagens é grande. O caso mais comum: quando o espaçamento de um autolayout está como "auto", o agente interpreta como zero e os blocks aparecem colados. Erro pequeno, regular o suficiente para estar no radar.

Por isso a revisão final continua sendo minha: reviso o output, ajusto o que não foi encontrado e concluo. O objetivo nunca foi eliminar o julgamento, foi eliminar o trabalho mecânico que consumia a semana.

A IA fez o trabalho pesado, mas o design do processo foi 100% humano. Pensar bem no problema antes de escolher a ferramenta foi o que viabilizou tudo.

Impacto

De 36h semanais para ~1h, com revisão humana preservada como etapa do processo.

50% de redução no trabalho de implementação, com JSONs gerados via plugin direto no Figma.

Gaps mapeados automaticamente e documentados, alimentando a evolução da biblioteca de blocos.